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Os Melhores Filmes de 2014

Depois de 365 dias e 172 filmes assistidos, chega a hora de selecionar os melhores de 2014. Lembrando que são válidos para a lista apenas filmes lançados nos cinemas (circuito comercial, mostras e festivais), deixando de lado filmes antigos de retrospectivas, como as de Ferreri ou Cimino. Ficam fora também alguns ótimos longas lançados comercialmente em 2014, mas que já haviam entrado na lista de 2013, como “O Lobo Atrás da Porta”, “Vidas ao Vento”, “Miss Violence” e “Amor Materno”. Então, sem mais delongas, segue a lista:

50) Magia ao Luar (Magic in the Moonlight) – 2014 – EUA – Dir. Woody Allen

Magia ao Luar 2 (650x297)

49) Lucy (Lucy) – 2014 – França – Dir. Luc Besson

Lucy

No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) – 2014 – EUA – Dir. Doug Liman

No Limite do Amanhã 3

48) Virgínia (Twixt) – 2011 – EUA – Dir. Francis Ford Coppola

Virgínia (650x285)

47) O Grande Mestre (Yi dai zong shi) – 2013 – China – Wong Kar Wai

Grande Mestre 2

46) Vic+Flo Viram Um Urso (Vic + Flo ont vu un ours) – 2013 – Canadá – Dir. Denis Côté

Vic + Flo

Meteora (Metéora) – 2012 – Grécia – Dir. Spiros Stathoulopoulos

Meteora 2 (650x275)

45) O Cidadão do Ano (Kraftidioten) – 2014 – Noruega/Suécia/Dinamarca – Dir. Hans Petter Moland

Cidadão do Ano 4 (650x274)

44) X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past) – 2014 – EUA – Dir. Bryan Singer

X Men

43) Riocorrente – 2013 – Brasil – Dir. Paulo Sacramento

Riocorrente

42) Amor Fora da Lei (Ain’t Them Bodies Saints) – 2013 – EUA – Dir. David Lowery

Amor Fora da Lei (650x273)

Todos os Dias (Everyday) – 2012 – Reino Unido – Dir. Michael Winterbottom

Todos os Dias 2 (650x323)

41) Uma Vida Comum (Still Life) – 2013 – Reino Unido/Itália – Dir. Uberto Pasolini

Uma Vida Simples 2

A Ilha dos Milharais (Simindis kundzuli) – 2014 – Geórgia/Cazaquistão – Dir. George Ovashvili

Ilha dos Milharais 2

40) Glória (Gloria) – 2013 – Chile – Dir. Sebatián Lelio

Gloria

39) O Teorema Zero (The Zero Theorem) – 2013 – Reino Unido/EUA – Dir. Terry Gilliam

Teorema Zero 3

O Congresso Futurista (The Congress) – 2013 – Israel/França – Dir. Ari Folman

Congresso Futurista 2

38) Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy) – 2014 – EUA – Dir. James Gunn

Guardiões

37) Até o Fim (All is Lost) – 2013 – EUA – Dir. J.C. Chandor

Até o Fim

36) Branco Sai, Preto Fica – 2014 – Brasil – Dir. Adirley Queirós

Branco Sai Preto Fica

35) Detetive D: O Dragão do Mar (Di Renjie: Shen du long wang) – 2013 – China – Dir. Tsui Hark

Detetive D

As Bruxas de Zugarramurdi (Las Brujas de Zugarramurdi) – 2013 – Espanha – Dir. Álex de la Iglesia

As Bruxas de Zugarramurdi

34) Relatos Selvagens (Relatos Salvajes) – 2014 – Argentina – Dir. Damián Szifrón

Relatos Selvagens 4 (650x303)

33) Nebraska (Nebraska) – 2013 – EUA – Dir. Alexander Payne

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32) Godzilla (Godzilla) – 2014 – EUA – Dir. Gareth Edwards

GODZILLA

31) The Rover: A Caçada (The Rover) – 2014 – Austrália – Dir. David Michôd

The Rover 4 (650x273)

30) Cães Errantes (Jiao you) – 2013 – Taiwan – Dir. Tsai Ming-Liang

Cães Errantes

Hotel Mekong (Mekong Hotel) – 2012 – Tailândia – Dir. Apichatpong Weerasethakul

Hotel Mekong 2

29) As Noites Brancas do Carteiro (Belye nochi pochtalona Alekseya Tryapitsyna) – 2014 – Rússia – Dir. Andrei Konchalovsky

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A Imagem que Falta (L’image manquante) – 2013 – Camboja/França – Dir. Rithy Panh

A Imagem Que Falta (650x322)

28) O Menino e o Mundo – 2014 – Brasil – Dir. Alê Abreu

O Menino e o Mundo

27) Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre a Existência (En duva satt på en gren och funderade på tillvaron) – 2014 – Suécia – Dir. Roy Andersson

Um Pombo (650x317)

26) O Homem Duplicado (Enemy) – 2013 – Canadá – Dir. Denis Villeneuve

O Homem Duplicado

Quando Eu Era Vivo – 2014 – Brasil – Dir. Marco Dutra

Quando Eu Era Vivo

25) O Ciúme (La Jalousie) – 2014 – França – Dir. Philippe Garrel

Ciúme (650x303)

24) O Passado (Le Passé) – 2013 – Irã/França – Dir. Asghar Farhadi

The Past (Le passé)1.jpg

23) Oslo, 31 de Agosto (Oslo, 31. August) – 2011 – Noruega – Dir. Joachim Trier

Oslo 31 de Agosto 2

22) Amar, Beber e Cantar (Aimer, boire et chanter) – 2014 – França – Dir. Alain Resnais

Amar Beber e Cantar (650x307)

Noites Brancas no Píer (Nuits Blanches sur la Jetée) – 2014 – França – Dir. Paul Vecchiali

Noites Brancas no Píer

21) O Abutre (Nightcrawler) – 2014 – EUA – Dir. Dan Gilroy

Abutre 2

20) Uma Família em Tóquio (Tôkiô Kazoku) – 2013 – Japão – Dir. Yôji Yamada

Uma Família em Tóquio 2 (650x297)

O Segredo das Águas (Futatsume no Mado) – 2014 – Japão – Dir. Naomi Kawase

O Segredo das Águas 2 (650x289)

19) Jersey Boys: Em Busca da Música (Jersey Boys) – 2014 – EUA – Dir. Clint Eastwood

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18) A Gangue (Plemya) – 2014 – Ucrânia – Dir. Miroslav Slaboshpitsky

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17) Acima das Nuvens (Clouds of Sils Maria) – 2014 – França – Dir. Olivier Assayas

Acima das Nuvens

Retorno a Ítaca (Retour à Ithaque) – 2014 – França/Cuba – Dir. Laurent Cantet

Retorno a Ítaca 2 (650x290)

16) Garota Exemplar (Gone Girl) – 2014 – EUA – Dir. David Fincher

Garota Exemplar

15) Alabama Monroe (The Broken Circle Breakdown) – 2012 – Bélgica/Holanda – Dir. Felix van Groeningen

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14) Dois Dias, Uma Noite (Deux Jours, Une Nuit) – 2014 – Bélgica/França – Dir. Luc Dardenne & Jean-Pierre Dardenne

Dois Dias Uma Noite

13) Boyhood: Da Infância a Juventude (Boyhood) – 2014 – EUA – Dir. Richard Linklater

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12) O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) – 2013 – EUA – Dir. Martin Scorsese

O Lobo de Wall Street

11) Inside Llewyn Davis: Balada de Um Homem Comum (Inside Llewyn Davis) – 2013 – EUA – Dir. Ethan Coen & Joel Coen

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10) Winter Sleep (Kis Uykusu) – 2014 – Turquia – Dir. Nuri Bilge Ceylan

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9) Nós Somos as Melhores! (Vi ar Bäst!) – 2013 – Suécia – Dir. Lukas Moodysson

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8) Ida (Ida) – 2013 – Polônia – Dir. Pawel Pawlikowski

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7) O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel) – 2014 – EUA – Dir. Wes Anderson

Grand Hotel Budapeste

6) Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive) – 2013 – Reino Unido/França – Dir. Jim Jarmusch

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5) Leviatã (Leviafan) – 2014 – Rússia – Dir. Andrey Zvyagintsev

Leviatã

4) Bem-Vindo a Nova York (Welcome to New York) – 2104 – EUA – Dir. Abel Ferrara

Bem Vindo a Nova York

3) Sob a Pele (Under the Skin) – 2013 – Reino Unido – Dir. Jonathan Glazer

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2) Ela (Her) – 2013 – EUA – Dir. Spike Jonze

Ela

1) Era Uma Vez em Nova York (The Immigrant) – 2013 – EUA – Dir. James Gray

Era Uma Vez em Nova York

Menções Honrosas: Philomena |Sem Escalas | 12 Anos de Escravidão | Capitão América 2: Soldado Invernal | Planeta dos Macacos: O Confronto | Toque de Mestre | Debi & Lóide 2 | Eles Voltam | Vida Que Se Desfaz | Praia do Futuro | Avanti Popolo | Sobrevivente | O Melhor Lance | De Menor | Mesmo Se Nada Der Certo | Pássaro Branco na Nevasca | No Lugar Dela | Inseguro | Au Fil D’Ariane | Queen & Country | Almas Negras | Entre Vales | Motivação Zero | Entre Mundos | A Pequena Morte | Smetto Quando Voglio (Paro Quando Eu Quiser) | Os Amigos | O Vento Lá Fora | De Volta ao Jogo

Por Leonardo Ribeiro


Ela – Dir. Spike Jonze – 2013

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Nos anos 90, o norte-americano Spike Jonze tornou-se um dos principais nomes do mundo dos videoclipes. Responsável por vídeos icônicos, como “Sabotage” dos Beastie Boys, “Buddy Holly” do Weezer, “Praise You” e “Weapon of Choice” do Fatboy Slim, Jonze passou a ser reconhecido como um dos mais criativos e inovadores profissionais da área. Criatividade que o acompanhou em sua transição para o cinema, e que permanece intacta em seu quarto e mais recente longa-metragem, “Ela”. Após dois trabalhos cultuados em parceria com o roteirista Charlie Kaufman (“Quero Ser John Malkovich” e “Adaptação”) e “Onde Vivem os Monstros”, uma adaptação do livro infantil de Maurice Sendak, Jonze trabalha a partir de um roteiro próprio e original pela primeira vez.

Na trama de “Ela”, situada em um futuro não definido, mas também não muito distante, acompanhamos a trajetória de Theodore (Joaquin Phoenix), um escritor de “cartas feitas à mão”, que vive um dia a dia solitário, como demonstra seu grande apartamento quase sem mobília, e ainda enfrentando os traumas deixados pelo fim de seu casamento com Catherine (Rooney Mara). Após assistir a uma publicidade no caminho para o trabalho, Theodore adquire um novíssimo software para controlar suas tarefas diárias. Um sistema que promete ser muito mais moderno e inteligente, capaz de manter uma interação quase humana com seu usuário.

Aos poucos, o S.O (Sistema Operacional), chamado Samantha e dono da voz rouca e sexy de Scarlett Johansson, começa a criar sentimentos aparentemente humanos em relação a Theodore, demonstrando um afeto que é correspondido pelo escritor e que o leva a se apaixonar pela voz que parece compreendê-lo como ninguém havia compreendido até então. Mas seria essa paixão real? Samantha estaria mesmo desenvolvendo sentimentos humanos ou tudo não passaria de uma representação artificial implantada pelos criadores do sistema?

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Essas são apenas as questões iniciais levantadas pelo filme, que se aprofunda muito mais no modo como o ser humano encara o amor e os relacionamentos. A princípio as respostas podem parecer fáceis. Theodore é um homem introspectivo, que ainda não se recuperou de um término de casamento e que cria para si dificuldades para se relacionar com outras mulheres, o que tornaria compreensível o seu apreço por Samantha, um sistema que possui uma capacidade além da humana de raciocínio, que tem acesso a todos os dados sobre a vida de Theodore, e que, como sendo um objeto de posse do personagem, teria a obrigação de agradá-lo.

Mas Jonze narra tudo com uma sensibilidade extrema, que nos faz crer durante todo o tempo que esta relação é sincera, verdadeira. E isso se deve a um conjunto de escolhas acertadas do diretor e de seu elenco, começando pela representação do futuro proposta pelo cineasta. As luzes dos prédios da grande metrópole à noite (a trama se passa em Los Angeles, mas o longa foi rodado em Xangai). Os ambientes cleans e minimalistas, a fotografia composta por cores de tom sépia, e os figurinos retrô seguem uma tendência que já acompanhamos atualmente, mas Jonze toma o cuidado de nunca se tornar “hipster” demais, para que um público mais amplo ainda consiga se identificar que este universo. A tecnologia, apesar de muito mais avançada, não nos parece impossível. Afinal, hoje em dia já é comum vermos as pessoas a nossa volta caminhando e falando em celulares através de fones, realizando afazeres profissionais e pessoais em seus iPhones, etc. Tudo isso faz com que, mesmo sendo futurista, o filme transmita uma sensação de realismo.

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Jonze abre espaço para a reflexão sobre a relação do homem com a tecnologia, que ao mesmo tempo em que rompe fronteiras para a aproximação, acaba isolando e afastando muitas pessoas do convívio social. O acerto do diretor é nunca julgar essa relação, pois para ele, não há como ter garantias de que a pessoa que está andando de mão dadas com seu parceiro pelas ruas seja realmente mais feliz do que aquela que está em um chat online, através de seu celular. Outro acerto do filme está na construção do personagem de Theodore. Mesmo que demonstre dificuldades para se relacionar novamente com uma mulher, como no encontro arranjado por amigos com a personagem interpretada por Olivia Wilde, Theodore nunca é mostrado como um antissocial de forma exagerada. À sua maneira, tímida, o escritor consegue manter amizades no trabalho e com colegas de faculdade, como Amy (Amy Adams).

O trabalho de Phoenix na pele de Theodore é impecável. Através de uma composição que vai de trejeitos sutis, ao visual de bigode e óculos de armação grossa, o ator entrega uma atuação sensível e melancólica, mas que também guarda momentos de bom-humor, por vezes até escrachado, como na cena em que faz sexo virtual, com direito a um desfecho bizarro, através de um bate papo. Ou nas sequências em que interage com um desbocado personagem de seu jogo favorito de videogame. Louvável também é o trabalho de Scarlett Johansson, que mesmo limitada por utilizar apenas a sua voz, consegue transmitir todos os dilemas de Samantha ao incluir pequenos toques de humanidade em suas falas, como gaguejar ou suspirar entre as palavras, algo que é questionado por Theodore e que gera a primeira briga do casal. Mesmo sem estar fisicamente na tela, é possível sentir a presença de Johansson em cena, e isso é fundamental para que o público possa entender o que Theodore sente. A sequência da primeira “transa” dos personagens é o exemplo perfeito dessa conexão, e ganha ainda mais força através do toque de gênio de Jonze ao deixar a tela totalmente preta, para que possamos apenas ouvir o momento catártico de prazer entre Samantha e Theodore.

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O diretor ainda consegue aproveitar muito bem o talento musical de Johansson em uma das mais belas cenas de “Ela”, quando Samantha e Theodore (tocando ukelele) interpretam a canção “The Moon Song”, composta pelo próprio Jonze e por Karen O, do Yeah Yeah Yeahs. Aliás, a trilha sonora composta pelo grupo Arcade Fire, com quem o cineasta já havia trabalhado no clipe de “The Suburbs”, também merece destaque, sempre atmosférica e delineando com perfeição as emoções do longa.

Sem optar por soluções óbvias ou clichês, “Ela” consegue fazer refletir e encantar na mesma medida. A conclusão de Jonze é que o amor sempre será baseado naquilo que projetamos sobre e em relação ao outro. “O passado não é nada além das histórias que contamos a nós mesmos”, diz Samantha em uma de suas conversas com Theodore. Nossas memórias, assim como nossos amores, são sempre idealizadas de alguma forma. Da mesma maneira que os sentimentos dos clientes de Theodore são idealizados através das palavras nas cartas escritas pelo personagem. Algo que não torna essas memórias e sentimentos menos reais, mas apenas representações pessoais de como encaramos essa realidade.

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A paixão de Samantha por Theodore vem daquilo que este ensina e mostra a ela. Coisas que, mesmo com seu sistema avançado, ela não poderia compreender. Ele, por sua vez, se encanta por alguém com esta sede por conhecimento, por novas experiências, descobertas e emoções, e sente-se realizado por transmiti-las a Samantha. Essa troca de experiências é o que faz com que possamos evoluir. E aí, ao utilizar a tecnologia, algo que vive em constante evolução, como um de seus elementos principais, Jonze amarra a sua metáfora de forma brilhante. Crescer e se desenvolver ao lado de alguém pode, com o passar do tempo, se tornar extremamente difícil, mas sempre continuará a ser o maior dos prazeres de estar apaixonado.

Por Leonardo Ribeiro

 

 


10 Grandes Filmes dos Anos 2000 que Merecem Uma Revisão

1) Femme Fatale (Femme Fatale) – França – 2002 – Dir. Brian De Palma

Femme Fatale (650x333)

2) Miami Vice (Miami Vice) – EUA – 2006 – Dir. Michael Mann

Miami Vice (650x270)

3) Caminho Sem Volta (The Yards) – EUA – 2000 – Dir. James Gray

Caminho Sem Volta (650x327)

4) Caçado (The Hunted) – EUA – 2003 – Dir. William Friedkin

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5) A Dama na Água (Lady in The Water) – EUA – 2006 – Dir. M. Night Shyamalan

Dama na Água (650x274)

6) Maria (Mary) – Itália/França/EUA – 2005 – Dir. Abel Ferrara

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7) Adam – Memórias de Uma Guerra (Adam Resurrected) – Alemanha/EUA – 2008 – Dir. Paul Schrader

Adam (650x321)

8) O Peso da Água (The Weight of Water) – EUA – 2000 – Dir. Kathryn Bigelow

Peso da Água (650x312)

9) Códigos de Guerra (Windtalkers) – EUA – 2003 – Dir. John Woo

Códigos de Guerra (650x271)

10) A Promessa (The Pledge) – EUA – 2001 – Dir. Sean Penn

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