Os Melhores Filmes de 2013

Depois de 365 dias e 177 filmes assistidos, chega a hora de selecionar os melhores de 2013.  Um ano muito bom para o cinema, e por isso mesmo a lista cresceu para 50 títulos, mais as menções honrosas. Lembrando que só são válidos para a lista, filmes lançados nos cinemas (circuito comercial, mostras e festivais), deixando de fora filmes  antigos de retrospectivas, como as de Ozu ou Billy Wilder. Alguns ótimos longas lançados comercialmente neste ano já haviam entrado na lista de 2012, como “O Som ao Redor”, “No”, “César Deve Morrer” e “Tabu”. Outros, como “Amor Bandido” e “Tatuagem”, que estão bem cotados, não consegui assistir. Então, sem mais delongas, segue a lista:

50) Um Episódio na Vida de Um Catador de Ferro-Velho (Epizoda u zivotu beraca zeljeza) – 2013 – Bósnia – Dir. Danis Tanovic

Tanovic consegue com que seu longa diga muito trabalhando com o que à primeira vista parece ser pouco, mostrando como o povo bósnio, mesmo em meio a tanta miséria, consegue manter a esperança e encontrar na união uma maneira de levar sua vida com felicidade.

Um Episódio Na Vida de Um Catador de Ferro-Velho (650x321)

49) Prince Avalanche (Prince Avalanche) – 2013 – EUA – Dir. David Gordon Green

Gordon Green retorna ao cinema indie com esse remake de um pequeno filme islandês. O cineasta mantém o tom intimista para mostrar uma sensível e bem-humorada história de amizade, que ainda contém uma aura fantasiosa que trabalha a seu favor.

Prince Avalanche

48) O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug) – 2013 – EUA – Dir. Peter Jackson

Duas séries comerciais de qualidade. Peter Jackson conhece o mundo de Tolkien como poucos e sabe o que faz. A criação da figura do dragão Smaug e as sequências de ação, como a fuga dos anões nos barris, compensam os problemas de ritmo e o didatismo da trama.

Hobbit (650x269)

Além da Escuridão: Star Trek (Star Trek Into Darkness) – 2013 – EUA – Dir. J.J. Abrams

J.J. Abrams já havia conseguido revitalizar a marca Star Trek nos cinemas e agora expande seu trabalho nessa continuação, que desenvolve ainda mais a amizade entre Kirk e Spock e reapresenta um dos vilões mais marcantes deste universo. Mistura inteligente de reverência e novidade.

Star-Trek-into-darkness (650x303)

47) Que Estranho Chamar-se Federico (Che Strano Chiamarsi Federico) – 2013 – Itália – Dir. Ettore Scola

O cinema italiano ainda respira. Com um cineasta renomado como Ettore Scola, realizando uma película sentimental e muito pessoal sobre sua amizade com Fellini.

Que Estranho Chamar-se Federico (650x322)

Salvo – Uma História de Amor e Máfia (Salvo) – 2013 – Itália – Dir. Fabio Grassadonia e Antonio Piazza

E com uma dupla estreante, que demonstra energia e um desejo de renovar os temas do cinema de seu país, como a máfia. Mesmo com deslizes de um trabalho de estreia, deve-se louvar o aspecto técnico, como no incrível plano sequência da invasão da casa ou em seu simbólico plano final.

Salvo 2 (650x278)

46) Apenas o Vento (Csak a Szél) – 2012 – Hungria – Dir. Benedek Fliegauf

As dificuldades e a fragilidade da vida do povo cigano na Hungria, retratadas com delicadeza e um final que subverte todas as expectativas.

Apenas o Vento (650x300)

45) Blue Jasmine (Blue Jasmine) – 2013 – EUA – Dir. Woody Allen

Dois grandes cineastas que continuam merecendo atenção, mesmo em registros menores.

Woody Allen mais ácido do que nunca, com sua versão para Blanche Dubois, encarnada com total entrega por Cate Blanchet. O plano final é sublime.

Blue Jasmine (650x347)

O Capital (Le Capital) – 2012 – França – Dir. Costa-Gavras

E Costa-Gavras, continuando com seu viés político, desta vez em tom de farsa e extremamente cínico. Afinal, é assim que o povo é tratado por quem detém o poder.

O Capital (650x280)

44) Na Neblina (V Tumane) – 2012 – Rússia – Dir. Sergei Loznitsa

Um tratado antiguerra amargo e desconsolado do bielorrusso Sergei Loznitsa.

Na Neblina

43) O Conselheiro do Crime (The Counselor) – 2013 – EUA – Dir. Ridley Scott

O texto de Comarc McCarthy mantém sua exploração da natureza humana, assim como da violência, retratada por Scott com o exagero que ela demanda. A cena de Cameron Diaz transando com a Ferrari amarela é uma das melhores do ano. O filme mais subestimado de 2013.

Conselheiro do Crime (650x300)

42) O Que Se Move – 2013 – Brasil – Dir. Caetano Gotardo

Caetano Gotardo surge como um nome promissor, apostando em uma proposta ousada de mistura de gêneros, capaz de comover e surpreender.

O Que Se Move

41) Grand Central (Grand Central) – 2013 – França – Dir. Rebecca Zlotowski

A diretora Zlotowski mostra que uma paixão pode ser tão perigosa e intoxicante quanto o material radioativo de uma usina nuclear. Um segundo filme que confirma o talento de sua cineasta.

Grand Central (650x349)

40) Os Suspeitos (Prisoners) – 2013 – EUA – Dir. Denis Villeneuve

Com um grande elenco em mãos e uma ótima noção de criação de atmosfera de suspense, o canadense Villeneuve estreia em Hollywood com um thriller envolvente e de ótimas reviravoltas, que não insultam a inteligência do espectador.

Suspeitos (650x326)

39) Olhos Frios (Gam-si-ja-deul) – 2013 – Coreia do Sul – Dir. Ui-seok Jo & Byung-seo Kim

Os coreanos continuam ensinando como se trabalham os clichês do cinema de gênero de maneira exemplar. Um filme ação com tudo o que os blockbusters americanos tentam ser e raramente conseguem.

Olhos Frios (650x315)

38) Pais e Filhos (Soshite chichi ni naru) – 2013 – Japão – Dir. Hirokazu Kore-eda

Kore-eda continua a explorar o universo infantil, mas desta vez sob um outro foco, o dos pais. O amor paterno e seus percalços trabalhados com leveza, mas sem superficialidade.

Pais e Filhos (650x350)

37) A Caverna dos Sonhos Esquecidos (Cave of Forgotten Dreams) – 2010 – EUA/França/Alemanha– Dir. Werner Herzog

Um filme 3D de Werner Herzog. Essa expressão estranha à primeira vista se concretiza em um trabalho que transporta o espectador para uma outra era, buscando analisar as origens da arte e de humanidade.

Caverna Dos Sonhos Esquecidos (650x299)

36) Lições de Harmonia (Uroki Garmonii) – 2013 – Cazaquistão – Dir. Emir Baigazin

A violência intrínseca à cultura do Cazaquistão mostrada através dos olhos de um jovem garoto, levado ao limite por seus colegas de escola. Uma bela mistura de poesia e choque.

Lições de Harmonia (650x336)

35) Cortinas Fechadas (Pardé) – 2013 – Irã – Dir. Jafar Panahi e Kambuzia Partovi

Panahi continua a lidar com as limitações impostas pela sua prisão domiciliar em mais um trabalho repleto de simbolismos, que parece misturar momentos documentais com representações da mente criativa de seu diretor, encarcerada pelo governo iraniano.

Cortinas Fechadas (650x300)

34) Vocês Ainda Não Viram Nada! (Vous n’avez encore rien vu) – 2012 – França – Dir. Alain Resnais

Resnais utiliza a metalinguagem para realizar uma espécie de filme-testamento, uma verdadeira retrospectiva de sua carreira. De forma brilhante, o cineasta francês mostra que ainda pode explorar os limites da linguagem cinematográfica.

Vocês Ainda Não Viram Nada

33) Rush – No Limite da Emoção (Rush) – 2013 – EUA – Dir. Ron Howard

Ron Howard supera suas limitações e transpõe para as telas uma das maiores rivalidades do esporte com uma boa mescla de tensão e emoção.

Rush

32) Muito Barulho Por Nada (Much Ado About Nothing) – 2012 – EUA – Dir. Joss Whedon

Uma modernização de Shakespeare que preserva não só sua linguagem rebuscada, em inglês arcaico, como também todo o humor irônico de seu autor.

Muito Barulho Por Nada

31) O Abismo Prateado – 2012 – Brasil – Dir. Karïm Ainouz

“Olhos nos Olhos”, de Chico Buarque, transformada em uma jornada de autodescoberta e libertação. Alessandra Negrini em seu melhor momento no cinema.

Abismo Prateado

30) Escudo de Palha (Wara No Tate) – 2013 – Japão – Dir. Takashi Miike

Trabalhando em uma escala muito maior do que o habitual, Miike comprova seu talento para o cinema de ação, transformando uma trama até certo ponto banal, em um espetáculo de adrenalina grandioso, mesmo estando um pouco distante de seus melhores trabalhos.

Escudo de Palha (650x309)

29) A Caça (Jagten) – 2012 – Dinamarca – Dir. Thomas Vinterberg

Thomas Vinterberg prova que pode existir vida, e talento, na Dinamarca após o Dogma 95, com um drama forte, que, mesmo com suas imperfeições é capaz de gerar reflexões e discussões interessantes.

A Caça

28) Segredos de Sangue (Stoker) – 2013 – EUA – Dir. Park Chan-wook

Mesmo limitado pelo sistema hollywoodiano, a estreia do sul-coreano Park Chan-wook nos EUA ainda preserva o seu senso visual irretocável e apresenta alguns momentos de ousadia raros no cinema comercial norte-americano.

Segredo de Sangue (650x327)

27) Gravidade (Gravity) – 2013 – EUA – Dir. Alfonso Cuarón

Ainda que as comparações com “2001” e discussões filosóficas sejam exageradas, “Gravidade” se prova como um produto comercial de qualidade técnica impecável e nível de entretenimento muito acima da média.

Gravidade (650x272)

26) Filha de Ninguém (Nugu-ui ttal-do anin Haewon) – 2013 – Coreia do Sul – Dir. Sang-soo Hong

Com três longas lançados no país em 2013, o cinema do sul-coreano Sang-soo Hong ganha a chance de uma análise mais aprofundada do público brasileiro.

Filha de Ninguém (633x316)

A Visitante Francesa (Da-reun na-ra-e-seo) – 2013 – Coreia do Sul – Dir. Sang-soo Hong

Seu estilo de montagem não-linear, longos planos estáticos, enquadramentos de grande simetria e closes abruptos formam um conjunto ideológico e de visão de mundo extremamente coerente.

A Visitante Francesa (633x306)

Hahaha (Hahaha) – 2010 – Coreia do Sul – Dir. Sang-soo Hong

As dores dos relacionamentos amorosos em “Filha de Ninguém”, o choque cultural de “A Visitante Francesa” e a amizade em “Hahaha”, são retratados sempre de forma sincera, utilizando personagens palpáveis e situações cotidianas, que superam barreiras e atingem o público em qualquer parte do mundo.

Hahaha

25) Amor Pleno (To The Wonder) – 2012 – EUA – Dir. Terrence Malick

Através de uma montagem extremamente fragmentada e de uma trama quase sem diálogos, “Amor Pleno” reafirma Malick como um exímio artesão imagético. 

Amor Pleno 2 (650x274)

24) Círculo de Fogo (Pacific Rim) – 2013 – EUA – Dir. Guillermo Del Toro

Del Toro coloca todos os seus maiores sonhos na tela para realizar o melhor blockbuster da temporada.

Círculo de Fogo (650x293)

23) Las Acácias (Las Acacias) – 2011 – Argentina – Dir. Pablo Giorgelli

A sutileza e o poder dos momentos de silêncio para construir o relacionamento entre seus personagens, fazem desta singela história o melhor filme argentino do ano.

Las Acacias

22) O Lobo Atrás da Porta – 2013 – Brasil – Dir. Fernando Coimbra

Um raro exemplar de suspense de qualidade no cinema nacional. Em sua estreia, Coimbra demonstra segurança e grande domínio técnico para conduzir a força de sua trama.

O Lobo Atrás da Porta (650x355)

21) Miss Violence – 2013 – Grécia – Dir. Alexandros Avranas

O grande trunfo deste longa grego é conseguir manipular a atenção do espectador, fazendo com que sua revelação tenha grande impacto, mesmo que já se desconfiasse dela desde o início.

Miss Violence 2 (650x263)

20) The Wind Rises (Kaze Tachinu) – 2013 – Japão – Dir. Hayao Myiazaki

Mesmo baseado em uma história real, Myiazaki nunca abandona a fantasia por completo para narrar essa belíssima história de amor. Um “filme despedida” repleto de sentimento.

????????????

19) Django Livre (Django Unchained) – 2013 – EUA – Dir. Quentin Tarantino

Talvez seja o filme menos redondo de Tarantino, e a falta de Sally Menke na sala de edição é perceptível. Ainda assim, a qualidade de Tarantino como contador de histórias garante um entretenimento mais refinado.

Django Livre (650x294)

18) Child’s Pose (Pozitia Copilulu) – 2013 – Romênia – Dir. Calin Peter Netzer

O amor materno se mostra um dos elementos mais poderosos da natureza, em meio a um conflito romeno de classes e gerações.

Child's Pose (650x273)

17) Antes da Meia-Noite (Before Midnight) – 2013 – EUA – Dir. Richard Linklater

A complexidade dos relacionamentos atinge todos os casais, até mesmo Jesse e Céline. Mas, assim como os monumentos da antiga Grécia que servem de cenário a Linklater, mesmo sob ruínas, ainda é possível encontrar o encantamento de outrora.

Antes da Meia-Noite (650x320)

16) Amor (Amour) – 2012 – França/Alemanha – Dir. Michael Haneke

O pessimismo de Haneke permanece, mas “Amor” talvez seja mesmo o mais próximo de um filme sentimental do diretor Austríaco. Amor e dor caminham lado a lado.

Amor (650x365)

15) Dentro da Casa (Dans La Maison) – 2012 – França – Dir. François Ozon

O inconstante François Ozon acerta a mão com dois longas em seqüência. A bem trabalhada mistura de Hitchcock, Woody Allen e Pasolini de “Dentro da Casa”.

Dentro da Casa (650x380)

Jovem e Bela (Jeune & Jolie) – 2013 – França – Dir. François Ozon

E a análise do desejo e da descoberta sexual adolescente de “Jovem e Bela”, que acerta ao nunca julgar as atitudes de sua melancólica personagem principal.

Jovem e Bela (650x359)

14) Searching For Sugar Man (Searching For Sugar Man) – 2012 – Reino Unido – Dir. Malik Bendjelloul

Dois grandes documentários com qualidades distintas.

O valor de “Searching For Sugar Man” não está necessariamente em sua forma, mas no conteúdo. Revelar ao mundo uma história tão fantástica e desconhecida, e a descoberta da figura de Sixto Rodriguez, já o tornam um trabalho de grande relevância.

Searching For Sugar Man (650x310)

São Silvestre – 2013 – Brasil – Dir. Lina Chamie

Em contrapartida, o virtuosismo estético (que nunca cai no exibicionismo) de Lina Chamie em “São Silvestre” faz com que sua ousada proposta ganhe uma força apaixonante. Uma ode de amor a São Paulo e um subliminar tratado político e social.

São Silvestre 3 (650x306)

13) A Bela que Dorme (Bella Addormentata) – 2012 – Itália – Dir. Marco Bellocchio

Um Bellocchio ainda muito político, mas também sentimental. Um Bellocchio menor, mas ainda assim muito acima da média.

A Bela Que Dorme (650x276)

12) A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) – 2012 – EUA – Dir. Kathryn Bigelow

Bigelow dá uma verdadeira aula de criação de tensão e de como encenar uma sequência de ação.

A Hora Mais Escura (650x317)

11) Além das Montanhas (Dupa Dealuri) – 2012 – Romênia – Dir. Cristian Mungiu

O impactante embate cultural, social e religioso na Romênia pós-comunismo.

Além das Montanhas

10) Frances Ha (Frances Ha) – 2013 – EUA – Dir. Noah Baumbach

A crise dos “20 e poucos anos” e as incertezas que rodeiam o momento de amadurecimento são mostradas com humor, leveza e principalmente sem subestimar ou julgar sua personagem principal, e aqueles que se reconhecem em seus problemas. Baumbach homenageia Carax, a Nouvelle Vague e mostra o que o cinema independente tem de melhor.

Frances Ha

9) A Garota de Lugar Nenhum (La Fille de Nulle Part) – 2012 – França – Dir. Jean-Claude Brisseau

Dois grandes cineastas investigando a falência da arte através da representação fantasmagórica. Primeiro Brisseau, que em um registro totalmente íntimo e auto-referencial debate a morte do romance e do pensamento artístico e filosófico.

A Garota de Lugar Nenhum 2 (650x288)

O Estranho Caso de Angélica – 2010 – Portugal – Dir. Manoel de Oliveira

Já para o português Manoel de Oliveira, a morte é a do cinema e o cineasta insiste em brincar com o seu espírito. Através de um fotógrafo que se apaixona por um sorriso em uma de suas fotos, Oliveira evoca os primórdios da arte cinematográfica, em seu sentido mais mágico, como nos tempos de Méliès. É a redescoberta do poder de atração pela imagem.

O Estranho Caso de Angélica (650x322)

8) O Mestre (The Master) – 2012 – EUA – Dir. Paul Thomas Anderson

O melhor estudo de personagens do ano. Anderson utiliza a relação entre mestre e pupilo para mostrar um homem em uma luta constante contra sua própria natureza, mas que desde o início se mostra fadado a ser ele mesmo. O embate entre Philip Seymour Hoffman, excelente, e Joaquin Phoenix, monstruoso, é de tirar o fôlego.

O Mestre (650x327)

7) Era Uma Vez na Anatólia (Bir zamanlar Anadolu’da) – 2011 – Turquia – Dir. Nuri Bilge Ceylan

Assim como a China de Zhang-Ke, a Turquia de Ceylan ainda é assombrada por um passado quase esquecido, mas que sobrevive às margens de uma suposta modernidade. Uma longa noite de investigação policial que se transforma na dissecação de um povo, e termina sob um sentimento de incertezas em relação ao futuro.

Era Uma Vez Na Anatólia

6) Upstream Color (Upstream Color) – 2013 – EUA – Dir. Shane Carruth

Uma mistura de ficção, terror e romance tão visceral quanto poética. Como em um encontro entre Cronenberg e Lynch, Shane Caruth vai do onírico ao carnal com apurado senso estético e precisão em suas escolhas, fazendo sua intrincada trama envolver e surpreender a todo o momento.

Upstream Color

5) Amor Profundo (The Deep Blue Sea) – 2011 – Reino Unido – Dir. Terence Davies

Os destroços da Segunda Guerra Mundial na Inglaterra se misturam à ruína sentimental da personagem de Rachel Weisz. A melancolia retratada com extrema beleza por Terence Davies, como nos melhores melodramas de Douglas Sirk.

Amor Profundo

4) Azul É a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle) – 2013 – França – Dir. Abdellatif Kechiche

Uma história de amor no sentido mais universal possível, que, apesar de aparentar ser simplória, cativa por tornar o espectador totalmente íntimo de suas personagens e seus dilemas. De quebra, Kechiche ainda revela ao mundo a beleza e o talento de Adèle Exarchopoulos, que devora a tudo e a todos, literalmente, em cena. A musa do momento.

Azul É a cor Mais Quente 3 (650x302)

3) Bastardos (Les Salauds) – 2013 – França – Dir. Claire Denis

A dissolução do sistema familiar francês, e por que não europeu, através do olhar pessimista e sem concessões de uma das cineastas mais contundentes da atualidade. Denis vai ao centro do problema e não poupa ninguém.

Bastardos (650x309)

2) Um Toque de Pecado (Tian Zhu Ding) – 2013 – China – Dir. Jia Zhang-Ke

A banalização da violência e suas diversas facetas em quatro histórias poderosas e visualmente hipnotizantes. São os pecados milenares que ainda recaem sobre o povo da China moderna retratada por Zhang-Ke.

Um Toque de Pecado (650x321)

1) Killer Joe: Matador de Aluguel (Killer Joe) – 2012 – EUA – Dir. William Friedkin

A subversividade, a criatividade e a ousadia da Hollywood dos anos 70 permanecem vivas no cinema de William Friedkin, com direito a melhor atuação da carreira de Matthew McConaughey e um dos finais mais antológicos dos últimos anos.

Killer Joe (650x327)

Menções Honrosas: Bárbara /As Quatro Voltas / O Planeta Solitário /A Espuma dos Dias / Educação Sentimental / Elena / Jogos Vorazes: Em Chamas / Terraferma / Bling Ring / Irmãs Jamais / Ferrugem e Osso / A Memória Que Me contam / Manuscritos Não Queimam / Invocação do Mal / Capitão Phillips / O Lado Bom da Vida / Mofo /Sightsears / La Jaula de Oro /Wrong / Tanta Água / Almas Silenciosas

Por Leonardo Ribeiro

Sobre Leonardo Ribeiro

Redator publicitário desde 2007 e cinéfilo desde sempre. Da tentativa de unir minha profissão e minha paixão nasceu o Blog, com o sonho de que as duas coisas tornem-se uma só. Quem sabe assim poderei multiplicar a DVDteca de 500 para 5.000 títulos. Escrevo também para o site Cult Cultura e estou sempre em busca de aprimorar o meu conhecimento na sétima (e minha favorita) arte. Ver todos os artigos de Leonardo Ribeiro

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: