Os Piores Filmes de 2013

Começando as listas de final de ano pelo que tivemos de mais fraco no cinema em 2013. Algumas decepções, como “A Grande Beleza” ou “O Lugar Onde Tudo Termina”, não entram na lista, pois apesar de tudo ainda possuem algumas qualidades. Aqui ficam aqueles quase indefensáveis, dos quais a maioria já não parecia gerar muita expectativa. Lembrando que valem para a lista apenas filmes vistos nos cinemas, em circuito comercial, mostras ou festivais.

10) Obsessão (The Paperboy) – 2012 – EUA – Dir. Lee Daniels

A entrega de Nicole Kidman a seu papel de loura fatal versão vulgar é um dos poucos pontos positivos de “Obsessão”. Ela parece ser a única a entender o tom de farsa da trama, enquanto seu diretor leva tudo a sério. Assim, o potencial para o humor negro e absurdo dá lugar apenas a um tom ridículo que incomoda. O longa parece tentar seguir os passos de “Killer Joe”, com sua crítica ao modo de vida do norte-americano médio, mas não chega nem perto. Até Matthew McConaughey (em outra boa atuação) os longas têm em comum. Mas nem isso salva, já que Daniels definitivamente não tem nada de Friedkin.

Obsessão (650x304)

9) O Mordomo da Casa Branca (The Butler) – 2013 – EUA – Dir. Lee Daniels

Piegas, clichê, com mão pesada no melodrama. “O Mordomo da Casa Branca” confirma que o prestígio do diretor Lee Daniels parece mesmo inexplicável. Um amontoado de fatos ficcionalizados da forma mais superficial, que desperdiçam um bom elenco repleto de grandes nomes, que surgem apenas como participações especiais. Pretende ser grandioso e solene, mas termina apenas raso e enfadonho.

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8) Ender’s Game – O Jogo do Exterminador (Ender’s Game) – 2013 – EUA – Dir. Gavin Hood

A adaptação do best seller de ficção científica, de Orson Scott Card, decepciona em todos os aspectos. Sem conseguir criar empatia entre o público e seu personagem principal, o longa se resume a clichês saturados do cinema de ação, que nunca conseguem empolgar. Harrison Ford, levando para as telas a sua rabugice vista em entrevistas nos últimos anos, parece cada vez mais de saco cheio de sua profissão.

ENDER'S GAME

7) A Filha do Meu Melhor Amigo (The Oranges) – 2011 – EUA – Dir. Julian Farino

Ainda não foi dessa vez que o talento de Hugh Laurie, tão notável na televisão com a série “House”, conseguiu ser aproveitado no cinema. Em parte, a culpa é do próprio ator, que não demonstra a menor química como par romântico da jovem Leighton Meester. O bom elenco coadjuvante se vê perdido em meio a personagens mal delineados e uma trama indecisa em relação ao seu tom. Tudo embalado por uma roupagem de “cinema indie”, no pior sentido da expressão.

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6) Atrás da Porta (The Door) – 2013 – Hungria/Alemanha – Dir. István Szabó

Chega a ser espantoso que um longa tão sem ritmo, mal dirigido, mal editado e mal fotografado, tenha sido realizado por um cineasta experiente, e até premiado, como o húngaro István Szabó (“Mephisto”, “Sunshine”). A sensação é de que estamos vendo um trabalho de um principiante sem noção cinematográfica. A história até parece ser interessante, mas a sua execução destrói qualquer boa intenção. Nem Helen Mirren salva.

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5) Jobs (jOBS) – 2013 – EUA – Dir. Joshua Michael Stern

Ainda que o esforço de Ashton Kutcher no papel principal seja perceptível, seu êxito se resume a espantosa semelhança física com Steve Jobs, e a imitar o seu modo de caminhar. De resto, tudo no longa faz lembrar uma produção para a TV feita nos anos 90. Uma biografia “chapa branca”, que com tantos aspectos de uma personalidade importante e complexa, como Jobs, para serem abordados, não se aprofunda em nenhum deles.

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4) Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (A Good Day to Die Hard) – 2013 – EUA – Dir. John Moore

Nada além do óbvio: a franquia “Duro de Matar” deveria ter parado após três ótimos filmes. Se o quarto capítulo já era muito inferior, este novo episódio, que tenta rejuvenescer a série colocando John McClane ao lado de seu filho, é ainda pior. Nas mãos do medíocre John Moore (remake de “A Profecia”, “Max Payne”) tudo é genérico e clichê, e o humor de tiradas colocadas na boca de Bruce Willis é totalmente forçado. Que parem por aqui para não deturpar ainda mais o legado deste já clássico herói de ação.

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3) Meu Passado Me Condena – 2013 – Brasil – Dir. Julia Rezende

Assim como outros humoristas de sucesso na atualidade, Fábio Porchat ainda precisa aprender que internet, TV e cinema são mídias distintas. Seu humor, que pode funcionar em vídeos de 2 minutos no Youtube, não tem o menor senso cinematográfico, e a produção de “Meu Passado me Condena” tenta de forma precária amarrar as piadas (algumas até decentes) dentro de uma trama frouxa, fingindo ser cinema. Finge, mas não engana ninguém.

Meu Passado Me Condena (650x323)

2) Carrie, a Estranha (Carrie) – 2013 – EUA – Dir. Kimberly Peirce

Desnecessário: a palavra que define este remake baseado na obra de Stephen king. Da escalação equivocada de Chloë Moretz, passando pelos efeitos especiais de segunda e pelas alterações de roteiro que só enfraquecem a trama, até a sempre competente Julianne Moore é afetada e surge completamente caricata. Tudo isso isentando o longa de uma comparação com a obra-prima de Brian De Palma, pois aí já seria muita covardia.

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1) João e Maria: Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters) – 2013 – EUA – Dir. Tommy Wirkola

Pegando tudo o que há de pior de outras produções fantásticas que pretendem modernizar clássicos literários, como “Van Helsing”, este “João e Maria: Caçadores de Bruxas” falha de forma retumbante como ação, suspense, terror, comédia ou romance. E pior: ainda deixa uma porta aberta para continuações…

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Por Leonardo Ribeiro

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Sobre Leonardo Ribeiro

Redator publicitário desde 2007 e cinéfilo desde sempre. Da tentativa de unir minha profissão e minha paixão nasceu o Blog, com o sonho de que as duas coisas tornem-se uma só. Quem sabe assim poderei multiplicar a DVDteca de 500 para 5.000 títulos. Escrevo também para o site Cult Cultura e estou sempre em busca de aprimorar o meu conhecimento na sétima (e minha favorita) arte. Ver todos os artigos de Leonardo Ribeiro

2 respostas para “Os Piores Filmes de 2013

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